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21 outubro 2015

~ Resenha ~ Todo dia – David Levithan


Este post/resenha faz parte da TAG “Tá na estante, não leu? Seu amigo escolheu!”. Fui uma das escolhidas pela Nina do Psicose da Nina para participar. Leiam o post dela aqui para saber mais.

“A” nosso protagonista, tem a particularidade de não permanecer em um mesmo corpo por mais de um dia. Posso dizer que “A” é uma consciência e quem sabe uma alma, nem mesmo ele tem essa definição; ele se integra à pessoa na qual está hospedado, não subtrai, é um domínio que pode deixar rastros, uma pequena memória, para não interferir no curso da vida.  

A personalidade dele foi moldada pelas diferentes perspectivas das vidas das quais participou. Ele não tem preconceitos, pois ele sabe como é se sentir na pele de outra pessoa. Aprendeu a se relacionar e a identificar os limites.

“A” não tem um sexo definido, estou usando o masculino porque é assim no livro. Esta parte deixa muito clara a intenção do autor: de defender que o amor não tem gênero. Ele enfatiza ainda mais esse objetivo através da personagem Rhiannon, mostrando através dela, um incômodo que é expresso pela sociedade em geral, contra os homossexuais e os obesos. Afinal, corpo é meramente uma referência.

Rhiannon conhece “A” quando ele se hospeda no corpo do seu namorado Justin, “A” por sua vez se apaixona! – Em um dia!!! QUEM NUNCA?! – Esse amor se torna sua busca, sua insatisfação, medo, desejo, esperança, tristeza, felicidade... ♥♥♥♥♥... E é tão bonito. Sabe quando a pessoa tem maturidade o suficiente para compreender os limites do outro? Saber que o amor é renunciar até a própria felicidade pela paz do outro? (você entenderá pelo contexto #pelamordeos).

Uma característica forte que vi através do autor, é que ele se preocupa em deixar tudo explícito, mas ainda assim, ele diz bem mais. David Levithan nos dá aulas de motivação, de vida, de relacionamentos... Se não fosse um público adolescente (sem maldade contida aqui, por favor) eu acho que poderia ser uma linguagem estilo Clarice Lispector. O autor também nos mostra sua percepção da valorização do presente. Reflexões, reflexões...

Eu já previa o final da estória, mas com toda certeza ansiava por uma solução magistral-maravilhosa-fantástica-incrível de chorar rios de lindo, porém a vida é assim mesmo né migos, não sei o sentimento que tenho sobre o final, mas a decisão de “A” foi legítima e teve sua beleza.

David Levithan é um lindo. Já estou em busca de seus outros livros. Já li Will & Will em parceria com o John Green; tenho minhas ressalvas quanto a esse livro, mas leiam!
Leiam Todo Dia também, livro que está na lista dos meu favoritos pra vida toda.


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