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04 abril 2014

Srta. Contraditória

Estava aqui sentindo o choque-seguido-de-tristeza-profunda pela última página do livro que li e revivendo aquela mesma história: viro a página e constato que está toda em branco e a próxima são os agradecimentos, e a autora terminou sem avisar.
Aí depois me veio uma sensação realista (pois já estava fantasiando a minha vida) desses romances açucarados, o inevitável final feliz.
Eu percebi que o que mais me irrita é realmente o “final feliz” por isso eu gosto tanto de Hemingway, Kafka, Sartre e Fitzgerald. Ok ás vezes os autores são criativos, mas não deixam de ser bobos.
Tudo tendencioso. E uma mente feminina OMG é terreno fértil.
Mas o problema dos romances é que esses autores/autoras colocam o cara sempre em perspectiva.   Não é questão de protagonistas, mas de que a pessoa não tem o poder de salvar a vida da outra. Pode ser sim inspiradora e mostrar como a vida pode ser maravilhosa se você souber como lidar com seus problemas, mas calma aí né…
Ok, ser romântico é ser mesmo açucarado, ou talvez eu esteja lendo os livros românticos errados.  Na verdade o simples não precisa ser clichê, só transmitir a realidade. Na verdade é que o drama está mais para vida real e a Disney estragou tudo com suas princesas.
Mas, sabe né “All We Need Is Love” e vou continuar lendo essas besteirinhas, até por que às vezes escolho ouvir “Stairway to Heaven”, mas me divirto mesmo é dançando “Ana Julia”.


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